Iuri Barros de Freitas - Mídia e Poder

Blog direcionado para as aulas de pós-graduação em Comunicação Jornalística da Fundação Cásper Líbero. Os assuntos a serem tratados neste espaço sempre terão alguma relação com o tema Mídia e Poder.

Iuri Barros de Freitas - Mídia e Poder

Blog direcionado para as aulas de pós-graduação em Comunicação Jornalística da Fundação Cásper Líbero. Os assuntos a serem tratados neste espaço sempre terão alguma relação com o tema Mídia e Poder.
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Terra Blog

Categoria: Avaliação final

01.08.08

Trabalho final

categorias: Avaliação final

Consumismo

Através de sua "teoria" da Cultura MC World, Benjamin R. Barder apresenta a cultura americana como um cavalo de Tróia que invade as culturas locais, baseada no poder que a comunicação tem cujo objetivo é espalhar e perpetuar a Cultura de Mercado, tendo como conseqüência, a formação de consumidores e, não mais, cidadãos. Assim é a cultura do consumo, ou seja, neste mundo consumista, só é cidadão aquele que consome, independente da classe social. Um exemplo é o esvaziamento dos espaços públicos (geralmente usados para discussões relacionadas ao bem comum) é o aumento do número de Shopping Centers. Barder nos faz a seguinte pergunta: Restarão cidadãos?

Poder e Publicidade

A publicidade é a responsável pela cultura do consumo. Sem ela, a mídia não conseguiria espalhar a ideologia de seus comandantes que, atualmente, é o consumismo. Refletimos um pouco a respeito deste poder, e de como ele pode ser usado de outra forma. A partir da análise do livro "A publicidade é um cadáver que nos sorri" do italiano Oliviero Toscani, mundialmente conhecido pelas inusitadas campanhas da Benetton, podemos ver que ela pode ser benéfica, na medida em que é usada para alertar a população sobre algo de ruim que esteja acontecendo.

Avaliação II

O seminário sobre a obra Admirável Mundo Novo foi nossa segunda avaliação. Nele podemos traçar um paralelo entre o mundo idealizado por Huxley e o mundo atual. Podemos constatar que eles tem mais em comum do que imaginávamos.

Modernidade Líquida

Segundo Zygmunt Bauman autor da teoria de Modernidade Líquida, "A Sociedade Moderna, como os líquidos, se caracteriza por uma incapacidade de se manter a forma". Atualmente, vivemos em uma sociedade imersa na dualidade entre o sólido e o líquido. Além do consumo e da liquidez, uma das mais fortes características de nossa época é a aceleração do tempo. Este tempo veloz está fundamentado na teoria de Bauman, da liquidez. Essa rapidez acarreta cada vez mais na existência de indivíduos voltados para si mesmo. A morte parece não existir, apesar de ser temida. Hoje as notícias são dadas em tempo real, o que só é permitido por causa das ovas tecnologias, como a Internet.

Reflexão final

 Ao final do curso, podemos chegar a conclusão de que a Mídia não é causadora de todos os problemas do mundo. Ele é apenas um meio. Cabe a quem a controla fazer um uso digno. A velocidade e a quase “onipresença” proporcionada pela internet, faz desta nova mídia e da velha, ferramentas perfeitas para o marketing do consumo. Neste panorama o consumidor deixa de consumir e passa a ser consumido pelo marketing que vende uma felicidade inexistente, pela maneira como impõe crenças e estilos de vida, entre outras coisas. Cabe as pessoas filtrarem melhor as informações ao qual são submetidas, vendo sempre os diferentes ponto de vista e, assim, formar seu ponto de vista epistêmico. Meu objetivo neste blog foi um pouco diferente do restante da sala. Apesar de saber que hoje os blogs são usados para assuntos curtos, atualizados o mais rápido possível, eu quis tentar resgatar o objetivo inicial, que era o de ser um espaço para discussão. Portanto, me preocupei em colocar textos mais longos, com mais informações não me preocupando tanto com a rapidez na atualização. Só se pode ter discussão se o assunto for aprofundado. E outra, podemos ter blogs com diferentes objetivos. Como vimos com o professor Caio Túlio Costa, a nova mídia ainda é um campo a ser explorado. Agradeço ao professor Dimas e aos meus colegas pelo semestre que tivemos.

Trabalho final

categorias: Avaliação final

Another brick in the wall

“Nós não precisamos de nenhuma educação, Nós não precisamos de nenhum controle de pensamento, Nenhum sarcasmo sombrio na sala de aula, Professores, deixem as crianças em paz. * Ei! Professor! Deixe as crianças em paz! * No total, é apenas outro tijolo no muro, No total, você é apenas outro tijolo no muro...”

Trecho da música apresentada no primeiro dia de aula. Uma visão crítica a respeito da educação e sua forma “mecanizada” de produzir indivíduos. Um dos vários pontos de vista, que como veremos no próximo tópico, junto com outros, formam um ponto de vista epistêmico.

Ponto de vista epistêmico

Para que se tenha uma percepção correta dos fatos, seja qual for o assunto, é necessário considerarmos a existência de vários e inúmeros pontos de vistas. Quando se trata de mídia então, tal abordagem é vital. E, por falar em Mídia, refletimos também sobre seu significado que, para muitos, é toda poderosa, que faz e tal... Nesta reflexão chegamos à conclusão que a mídia é apenas um MEIO, que pode ser usado de diversas formas. O conceito de multiperspectividade foi amplamente discutido. Assim, o poder que a mídia pode ou não exercer precisa ser visto através de um olhar epistêmico, cujo intuito não é escolher entre o que é certo ou errado, mas sim, ter diversas perspectivas a respeito do mesmo assunto.

Atividade I

 Nas primeiras aulas definimos os grupos que realizariam os seminários no semestre. A escolha ficou a cargo dos alunos, e os grupos se formaram a partir da empatia de cada um com o título sugerido. Escolhi o livro ADMIRÁVEL MUNDO NOVO. A obra-prima de Huxley é rica em conteúdo e reflexões e, várias de suas “alucinações” vieram a se concretizar no mundo de hoje.

Mini-seminário

Após muitas conversas optamos por retratar a forma como certos assuntos são abordados de formas diferentes por determinados veículos. Dependendo do posicionamento político do veiculo, o assunto é trado de forma parcial ou imparcial. Escolhemos as linhas editoriais de Carta Capital e Veja. Como objeto de estudo, abordamos as publicações sobre a saída de Fidel Castro do poder. O perfil das duas revistas escolhidas, Carta Capital e Veja, foi apresentado junto com a linguagem por elas usada, mais as entrevistas realizadas e os dados estatísticos selecionados. Como as diferenças de abordagem foram imensas, ficou concluído que a Mídia é realmente um Meio e que pode ser usado de diversas formas.Na maioria dos casos, ela tem agido muito mais como um “Poder” manipulador do que apresentando uma visão epistêmica. As duas revistas tiveram uma abordagem tendenciosa de acordo com seus “princípios” e ideais políticos.

Platão e Aristóteles

Platão e Aristóteles foram discutidos através de um afresco de Rafael, da Escola de Atenas. As duas filosofias se caracterizam por serem opostas. A primeira representa a abstração e a teoria. Já a segunda é caracterizada pela preocupação com o mundo concreto e material, natural e empírica. O interessante é que apesar de distintas as duas se completam. Concluímos que não adianta só o conhecimento teórico. É necessário também se levar em conta o ponto de vista empírico. Devemos sempre buscar um ponto de vista epistêmico, que considere as diversas formas e percepções.

Mito da Caverna

Através do Mito da Caverna, de Platão, foi possível refletimos os temas atuais de Mídia e Poder. A opinião sobre o real chama-se Doxa (as sombras da caverna) e a verdade chame-se ALÉTHEA (a luz, fora da caverna). Ao fazermos a analogia da parábola de Platão, podemos constatar que a mídia tem o poder de criar imagens e projetá-las, produzindo uma realidade que não existe. É necessário observarmos, sobretudo no que diz respeito aos temas mais polêmicos e controvertidos, qual o posicionamento adotado pela mídia. Criam -se os fatos ou os distorcem de acordo com a vontade do veículo. O papel dos veículos de comunicação é o de ser o mais transparente possível, sendo isento de interesses próprios ou de terceiros. Já o dos profissionais de comunicação, é de primarem pela ética e verdade, sobrando aos leitores e ouvintes desenvolver a habilidade crítica e saírem da caverna.