Iuri Barros de Freitas - Mídia e Poder

Blog direcionado para as aulas de pós-graduação em Comunicação Jornalística da Fundação Cásper Líbero. Os assuntos a serem tratados neste espaço sempre terão alguma relação com o tema Mídia e Poder.

Iuri Barros de Freitas - Mídia e Poder

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Terra Blog

01.08.08

Trabalho final

categorias: Avaliação final

Another brick in the wall

“Nós não precisamos de nenhuma educação, Nós não precisamos de nenhum controle de pensamento, Nenhum sarcasmo sombrio na sala de aula, Professores, deixem as crianças em paz. * Ei! Professor! Deixe as crianças em paz! * No total, é apenas outro tijolo no muro, No total, você é apenas outro tijolo no muro...”

Trecho da música apresentada no primeiro dia de aula. Uma visão crítica a respeito da educação e sua forma “mecanizada” de produzir indivíduos. Um dos vários pontos de vista, que como veremos no próximo tópico, junto com outros, formam um ponto de vista epistêmico.

Ponto de vista epistêmico

Para que se tenha uma percepção correta dos fatos, seja qual for o assunto, é necessário considerarmos a existência de vários e inúmeros pontos de vistas. Quando se trata de mídia então, tal abordagem é vital. E, por falar em Mídia, refletimos também sobre seu significado que, para muitos, é toda poderosa, que faz e tal... Nesta reflexão chegamos à conclusão que a mídia é apenas um MEIO, que pode ser usado de diversas formas. O conceito de multiperspectividade foi amplamente discutido. Assim, o poder que a mídia pode ou não exercer precisa ser visto através de um olhar epistêmico, cujo intuito não é escolher entre o que é certo ou errado, mas sim, ter diversas perspectivas a respeito do mesmo assunto.

Atividade I

 Nas primeiras aulas definimos os grupos que realizariam os seminários no semestre. A escolha ficou a cargo dos alunos, e os grupos se formaram a partir da empatia de cada um com o título sugerido. Escolhi o livro ADMIRÁVEL MUNDO NOVO. A obra-prima de Huxley é rica em conteúdo e reflexões e, várias de suas “alucinações” vieram a se concretizar no mundo de hoje.

Mini-seminário

Após muitas conversas optamos por retratar a forma como certos assuntos são abordados de formas diferentes por determinados veículos. Dependendo do posicionamento político do veiculo, o assunto é trado de forma parcial ou imparcial. Escolhemos as linhas editoriais de Carta Capital e Veja. Como objeto de estudo, abordamos as publicações sobre a saída de Fidel Castro do poder. O perfil das duas revistas escolhidas, Carta Capital e Veja, foi apresentado junto com a linguagem por elas usada, mais as entrevistas realizadas e os dados estatísticos selecionados. Como as diferenças de abordagem foram imensas, ficou concluído que a Mídia é realmente um Meio e que pode ser usado de diversas formas.Na maioria dos casos, ela tem agido muito mais como um “Poder” manipulador do que apresentando uma visão epistêmica. As duas revistas tiveram uma abordagem tendenciosa de acordo com seus “princípios” e ideais políticos.

Platão e Aristóteles

Platão e Aristóteles foram discutidos através de um afresco de Rafael, da Escola de Atenas. As duas filosofias se caracterizam por serem opostas. A primeira representa a abstração e a teoria. Já a segunda é caracterizada pela preocupação com o mundo concreto e material, natural e empírica. O interessante é que apesar de distintas as duas se completam. Concluímos que não adianta só o conhecimento teórico. É necessário também se levar em conta o ponto de vista empírico. Devemos sempre buscar um ponto de vista epistêmico, que considere as diversas formas e percepções.

Mito da Caverna

Através do Mito da Caverna, de Platão, foi possível refletimos os temas atuais de Mídia e Poder. A opinião sobre o real chama-se Doxa (as sombras da caverna) e a verdade chame-se ALÉTHEA (a luz, fora da caverna). Ao fazermos a analogia da parábola de Platão, podemos constatar que a mídia tem o poder de criar imagens e projetá-las, produzindo uma realidade que não existe. É necessário observarmos, sobretudo no que diz respeito aos temas mais polêmicos e controvertidos, qual o posicionamento adotado pela mídia. Criam -se os fatos ou os distorcem de acordo com a vontade do veículo. O papel dos veículos de comunicação é o de ser o mais transparente possível, sendo isento de interesses próprios ou de terceiros. Já o dos profissionais de comunicação, é de primarem pela ética e verdade, sobrando aos leitores e ouvintes desenvolver a habilidade crítica e saírem da caverna.

 

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